quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Estacionamento rotativo Zona Azul de Valadares e responsabilidade civil

Por Marcello Araújo
marcelloaraujo.gv@gmail.com 

O Estacionamento Rotativo Zona Azul de Governador Valadares foi instituído em 2004, numa parceria da Prefeitura com a empresa Estaciotec. Essas vagas, que eram de 1.800, foram aumentadas recentemente, para 2.222, ou seja, foram criadas mais 422 vagas de estacionamento na região central da cidade.

O valor cobrado pelo bilhete era de um real e trinta centavos, e foi reajustado, no dia 14/10/13, para um real e cinquenta centavos. O reajuste do valor é feito através de Decreto e teve por objetivo a busca do equilíbrio financeiro do contrato do estacionamento.

Desde setembro, a fiscalização foi acentuada. Quem estiver estacionado na Zona Azul e não utilizar o bilhete devidamente preenchido e em local visível, ou utilizá-lo incorretamente, pagará multa de cinquenta e quatro reais. Caso o pagamento seja efetuado até a data do vencimento, tem um desconto de vinte por cento.

É necessário também, respeitar a “rotatividade”, observando, para isso, o tempo de permanência no local. Tais medidas têm por objetivo atender à demanda crescente por número de vagas na região, tendo em vista o fluxo crescente de veículos nas ruas; além de estimular a rotatividade das vagas, fazendo com que os motoristas utilizem-nas por necessidade, cedendo-as aos outros condutores.

O dinheiro arrecadado com o Estacionamento Rotativo Zona Azul é voltado para o Fundo Municipal de Assistência Social e Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Secretaria Municipal de Assistência Social), Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e Estaciotec.

Para maiores informações sobre o assunto, basta acessar o site da Prefeitura Municipal de Governador Valadares: www.valadares.mg.gov.br. Mas, e se o veículo for furtado ou sofrer qualquer dano quando estiver estacionado na Zona Azul, de quem é a responsabilidade? A empresa que administra a Zona Azul de São Carlos/SP, foi condenada a pagar uma indenização no valor de R$18.500,00 ao Sr. Irineu Camargo de Souza, de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando estava estacionado no estacionamento, explorado pela empresa.

Conforme relato publicado no site jurídico “JUS navigandi”. A 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, confirmou a sentença de 1ª instância da Comarca de Itirapina, estabelecendo que “quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro. Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos”.

Mas isso não é consenso no meio jurídico, existem decisões favoráveis e contra. As favoráveis são no sentido de que, se houve a opção pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas, há o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos. Essa decisão nos parece mais justa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

(OPINIÃO) O mal da “gorda”

Por Maria Freitas
mariafreitassouza@hotmail.com



Para que servem as novelas? Há quem diga que elas servem para entreter e aliviar a mente dos problemas do cotidiano. Mas, há também quem diga o contrário, que as tramas servem para nos fazer pensar. Pois, sempre acreditei na última opção. A novela das 21h da Rede Globo, “Amor à vida” de Walcyr Carrasco, ultimamente tem me feito pensar bastante. A trama é uma bagunça, mas tem seu poder. O autor não tem medo de dizer e mostrar algumas verdades duras e cotidianas, que poucos têm coragem de revelar.

Abomino o termo afrodescendente, assim como não me soa bem “homoafetivo” e qualquer outra coisa que sirva para mascarar a realidade. As pessoas tem medo de dizer a verdade: Sujeito é negro, fulano é gay, por isso usam termos no diminutivo, apelidos ou inventam formas mais “doces” de se referir a alguém “diferente” (?). Mas, nenhuma dessas expressões “politicamente corretas” me irrita mais do que “cheinha”.

Walcyr explora (até com certo exagero) o termo correto ao se referir a personagem Perséfone, uma enfermeira gorda e até pouco tempo virgem, que encontrou o príncipe encantado, um médico bonito e sarado. É a partir desse momento da trama que somos bombardeados com uma chuva de preconceito. Todos os outros personagens da novela olham torto para o casal, afinal, ele podia escolher uma moça magra e “bonita” (?) para se envolver, mas não, se apaixonou por uma moça gorda.

Os termos “cheinha”, “gordinha” são substituídos por gorda em praticamente todas as falas da novela. Sabe por que? Porque é a verdade. Ela é gorda mesmo, e daí? Tem gente que é magra, tem gente que é muito magra e tem gente que é gorda. Ninguém se preocupa em chamar uma pessoa magra de magrinha, porque presume-se que isso não seja um defeito, que seja o bonito. E ser gorda por um acaso é defeito? (Conheço muitas gordas infinitamente mais bonitas do que as magras e aposto que você também conhece).

Os diminuitivos como fofinha, cheinha, gordinha, parecem soar da mesma forma como chamar um gay de gayzinho, homossexualzinho, ou um negro de pretinho, negrinho, escurinho. As pessoas se assustam com a verdade, tem medo de ofender, só que elas não sabem que a verdade não ofende, a  verdade incomoda. Existem gordos que não gostam de ser gordos, gays que não gostam de ser gays, e acredite, existem magros que não gostam de ser magros. Mas, de uma sociedade que vê a beleza resumida a corpos magros, não há muito o que se esperar.

Este assunto gera muita polêmica e discussão. Para se referir a pessoas que não seguem o “padrão heterossexual de olho verde, cabelo loiro, pele branca, corpo magro (ou sarado)”, as pessoas costumam usar termos pejorativos que ofendem e diminuem “os diferentes”. E quando em uma novela se perde o medo de dizer a verdade, de mostrar à sociedade como ela é preconceituosa, as pessoas se assustam, porque dão de cara com o preconceito, que todo mundo carrega sem admitir.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

(OPINIÃO) A relação entre as maçãs e o ‘balango’

Por Washington Bonifácio
washington23.silva@hotmail.com

Estamos em uma grande engrenagem, mas a força que move a máquina parece vir da gravidade. Quem deveria ter visão, tropeça na escuridão do próprio discurso; quem deveria defender os interesses coletivos, só enxerga o próprio umbigo. Como um grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos, vamos aos fatos. A pouco, uma grande rede de supermercados cogitou abrir uma filial em Governador Valadares. A notícia gerou polêmica entre o povo, que quer mais oportunidades de emprego, e alguns legisladores que temem pela venda de uma área ligada ao parque de exposições.

O Parque é a maior área de eventos da cidade. Em tempos de exposição, GV Folia e shows, as pessoas “balangam saboreando o mais puro adocicado das maçãs do amor”, iguarias comercializadas nos eventos. A área a ser vendida não é utilizada nas festas. No local foi plantada uma capineira para manter os animais em períodos de exposições, afinal, infelizmente eles não vivem  de maçãs. São 40 mil metros quadrados de área localizada aos fundos do Parque.

A União Ruralista, presidida pelo sub secretário do Agronegócio em Minas, André Merlo, pretende vender a área para que o supermercado se instale na cidade. Mas alguns membros do poder legislativo não receberam a notícia de bom grado, pois consideram baixo o valor das negociações com a empresa, além de ressaltar que a área fica às margens do Rio Doce, o que poderia causar prejuízos no período das enchentes.
O vereador Gladston Rodrigues, líder do governo, chegou a se manifestar, na Câmara Municipal, na reunião ordinária, do dia 08 deste mês, sobre o caso. No áudio, que circula na internet o vereador se posiciona.

A fala do vereador pode ser ouvida abaixo:



Em entrevista ao programa Bem Viver, exibido no dia 14 deste mês, na TV Rio Doce, o presidente da União Ruralista André Merlo, disse acreditar que a vinda da empresa para a cidade deve trazer melhorias significativas, e garantiu que isso não vai prejudicar nos eventos culturais. Isso significa que o povo pode continuar “balangando e comendo ainda mais maçãs”, pois a previsão é de gerar quatrocentos novos empregos na cidade e outros duzentos e cinquenta empregos indiretos. O poder de compra vai aumentar. Preparem-se doceiras, a Ceasa vai lotar. Haja maçã!

Que venha o progresso! 



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aumento no preço do quiabo faz almoço de brasileiros ficar mais salgado

Jairo Pereira
jairopereiragv2@bol.com.br

O aumento no preço do quiabo tem gerado insatisfação em comerciantes e consumidores. O frango com quiabo tão popular na mesa dos brasileiros tem se tornado um prato de luxo. Na Ceasa de Governador Valadares a caixa de 12 kg do produto que em julho custava em média R$ 16 reais, hoje não sai por menos de R$ 45 reais, uma alta de quase 300%. 

E na hora de ir às compras o consumidor sente no bolso o peso do aumento.  A dona de casa Noemi Martins de 53 anos, se surpreendeu ao ir ao supermercado, acostumada a levar para a mesa todos os domingos o tradicional frango com quiabo, nos últimos fins de semana devido ao aumento tem variado o cardápio “Infelizmente com a alta, o jeito é tentar outras combinações, eu quase caí para trás quando cheguei ao supermercado e encontrei o quiabo a quase R$ 10,00 o quilo. Assim fica difícil, quando não é o tomate é o quiabo, quando não é o quiabo é o leite”. “Isso é uma falta de respeito” conclui a dona de casa

E, mas para dona Noemi juntar novamente a dupla frango e quiabo, os deuses do clima terão que colaborar com os produtores. Pois é ele “O Clima” mais uma vez quem está sendo apontado como o vilão da história. O frio imoderado nas regiões produtoras e ocorrência de instabilidade no volume das chuvas, refletiu diretamente na produção e o resultado desastroso dessa combinação pode ser percebido nas prateleiras.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

(OPINIÃO) #SOSEducação

Por Jefferson Oliveira
fessonjbo@gmail.com

Quem diria que aqueles vinte centavos que levaram os estudantes às ruas no dia três de junho fariam tudo isso com nosso país. As ondas de manifestações tomaram conta do Brasil e, para quem pensou que tudo iria acabar muito rápido, ou na linguagem popular, em “pizza”, se enganou. O “bombardeio” veio de todos os lados, as redes sociais foram importantíssimas para unir o povo.

Não há de se negar que em muitos lugares as vozes se calaram, mas em outro não. No Rio de Janeiro o segundo maior reduto das manifestações (na época) se tornou palco de grandes batalhas pelos direitos dos cidadãos e, quando a população abaixava a voz partia de lá os gritos de ordem contra Sergio Cabral e sua turma, gritos, aliás, que sempre começaram pelas redes sociais através das famosas hashtags como #foracabral, #vemprarua.

E quando novamente eles achavam que tudo estava terminado, surge uma nova luta. A dos professores públicos. Certamente os mais injustiçados dos nossos tempos. E novamente as redes socias fazem com que essas greves não morram. Já são mais de dois meses de manifestações só no Rio de Janeiro.

Não é novidade as manifestações não morrerem pela internet, só no Brasil os usuários de facebook chegam a 76 milhões e pelo menos 47 milhões, acessam todos os dias sua conta na rede, somos o terceiro país que mais tem perfil nesta rede e o segundo que mais acessa diariamente de acordo com dados da própria empresa, divulgado por Leonardo Tristão, diretor-geral no Brasil. Nada longe disso está o twitter com 41,2 milhões de usuários, somos nessa rede o segundo maior país. Além disso, ainda temos como rede social Instagram, Google+ e etc.

Como tudo isso seria utopia as redes sociais não se tornarem ferramentas para a luta por melhores salários, melhores condições de trabalho. O professor é aquele que forma todos, é injusto ser o que recebe menos que quase todas as profissões graduadas. E por isso o povo não se calou, e não se cala.

O povo se uniu e até os artistas abraçaram essa causa. Quando a greve completou 60 dias artistas como Sophie Charlotte, Thaila Ayala, Rômulo Neto e Fiorella Matheis publicaram fotos nos seus perfis pra manifestar o apoio aos professores. Assim escreveu Shopia Charlotte em seu perfil: "O médico que te cura, o policial que te protege, o advogado que te defende, os candidatos que te representam... Todos eles precisaram de um professor. E como está a saúde, a segurança, a justiça e a política do Brasil? Entenderam porque precisamos mudar essa história e lutar por uma educação digna para o nosso país? #PresenteProfessor #SoSEducação @movimentoreuna".

No dia dos professores as redes sociais em todo o país foram bombardeadas com homenagens, protestos e por tentativas de marcas passeatas. É por essas redes que o governo tem se manifestado sobre a greve e as ações da polícia. 

Esperamos que todo esse impasse possa se resolver o mais rápido possível, que os governantes acordem e vejam que os maiores prejudicados são os alunos que há mais de 60 dias não sabem o que é aula em pelo menos quatro estados. E enquanto isso continuemos com nossas famosas hashtags em favor dessa classe que parece ser desnecessária ao governo. #vemprarua #PresenteProfessor #SoSEducação @movimentoreuna.

domingo, 27 de outubro de 2013

Geeks e Otakus

Por Renato Lopes
renatoaway@live.com


De um lado os Otakus, termo que identifica os amantes da cultura japonesa, como os desenhos animados conhecidos como animes, as histórias em quadrinhos (mangás) e as músicas orientais. Do outro, estão os Geeks, palavra usada para identificar os aficionados por games, computadores e tudo que esteja relacionado com a tecnologia, sem contar as famosas séries como Game of Thrones e The Walking Dead, que vem conquistando fãs por todo o mundo.

Os gostos podem ser um pouco diferentes, mas esses grupos são bem parecidos quando o assunto é consumir. Não é difícil identificar um Geek ou um Otaku. Quase sempre estão usando uma camiseta de seu anime preferido ou série favorita, bótons personalizados e vários outros produtos desse universo.

Em Governador Valadares, já existem eventos voltados para esses grupos que vem crescendo a cada dia. E foi em um desses eventos que o empresário Alessander Barbosa, mais conhecido como Alex, de 39 anos, enxergou uma oportunidade de unir o útil ao agradável. Há pouco mais de um ano, Alex resolveu abrir uma loja especializada em produtos do mundo Geek e Otaku, o que ainda não existia na cidade.

"Eu queria muito iniciar uma empresa em Valadares, e esse evento contribuiu muito na minha decisão, então eu fiz uma pesquisa de mercado, alguns cursos e apostei em algo que gosto" comenta o empresário.

A loja "GeekOtaku" conta com camisetas, bótons personalizados, bonés e até estátuas dos mais variados personagens desses dois mundos que vem fazendo a cabeça da garotada e dos nem tão garotos assim.

Para o estudante Fabio Gomes Pereira, de 16 anos, que mora em Valadares há pouco mais de 2 meses, a loja já virou como uma segunda casa. Ele que morava na cidade de Poté que fica no Vale do Mucuri, tinha muita dificuldade em conseguir os produtos desse seguimento. " Na outra cidade que eu morava não tinha uma loja com esse tipo de produto, para comprar alguma coisa, só pela internet, mas sempre saia caro já que além do produto eu tinha que pagar pelo frete. Quando eu mudei para Valadares um amigo me falou da loja e eu vim correndo pra cá" diz o estudante empolgado enquanto olhava algumas camisetas da loja.


Quando perguntado sobre o que ele mais achava interessante sobre o universo dos Geeks e dos Otakus, a resposta foi bem simples: “O que eu acho bacana é que não existe violência e preconceito nessa galera, todo mundo respeita o gosto do outro, e isso é muito importante!", declara o estudante.

Carros antigos

Por Marcello Araújo
marcelloaraujo.gv@gmail.com 

Chevrolet C10 Ano 1979 miniatura contrastando com a original ao fundo

Grade cromada da C10 1979

O Famoso Fusquinha

Painel de instrumentos analógico do MP LIFER
Sensação de liberdade!